segunda-feira, junho 30, 2008

eu

Um dia quero ser Pai…

Até lá vou vivendo como sempre fiz, com a intensidade de um tornado, as chamas do meu inferno pessoal e os olhos no céu que me obriga a voar.

Tenho 34, quase 35, mas o meu corpo parece ter 50.

O cabelo falta-me, em resultado das vezes que o puxei num poético desespero e das inúmeras carícias dadas por quem me aconchegou a alma.

Fiz pouco exercício e o meu corpo ressente-se, mas o meu coração tem músculo de atleta, correu maratonas atrás da esperança de um amor, sprintou de paixão para cortar a meta, levantou todos os pesos que a dor lhe colocou às costas… e nadou… nadou em estilo livre pelas lágrimas que lhe fui colocando no caminho.

Já parti ou desloquei todos os dedos das mãos, parti a cabeça 5 vezes, 2 delas no último mês. Parti o coração ainda mais vezes, mas mostro as cicatrizes com orgulho. Nunca amaldiçoei quem me beijou, pois tenho a sorte de recordar sempre as carícias e o lábios, e nunca os gritos e a tristeza.

Dancei… Dancei mal de todas as formas possíveis… Dancei livre de todas as formas possíveis.

Amei por segundos, amei para sempre, a eternidade num minuto e aquele amor que nunca fugirá.

E quero ser pai... e quero continuar a sentir… sentir sempre.

pic: eu

4 comentários:

Maria disse...

Adorei!
Meu muito querido Sentidor…

“Amei por segundos, amei para sempre, a eternidade num minuto e aquele amor que nunca fugirá.”

Lindo.


Adoro-te. beijinho muito grande.

Nogs disse...

E, nestas tuas palavras repletas de sorrisos, és tu.

Só podias ser tu.


Beijinho enorme (desta vez a mana chegou primeiro:P)

Adoro-te

anya disse...

"Dancei… Dancei mal de todas as formas possíveis… Dancei livre de todas as formas possíveis.

Amei por segundos, amei para sempre, a eternidade num minuto e aquele amor que nunca fugirá."


Dança, ama...
Sente, sente sempre ;)**

Putty Cat disse...

Estás no ponto de rebuçado...

:)